Livros Cidália Correia
Neste blogue são apresentados todos os livros da escritora Cidália Correia e um excerto, onde pode apreciar e também comentar.
Silêncios de uma vida
Os homens reduziram-se
a insignificantes mendigos;
Vestes de ouro
numa luta de sobrevivência
onde, rastejam
em busca de permanecerem
vivos num corpo
cheio de caruncho,
feito de traças escondendo
por detrás do materialismo,
o desespero de nada serem!
Cidália Correia, Outubro de 2006
a insignificantes mendigos;
Vestes de ouro
numa luta de sobrevivência
onde, rastejam
em busca de permanecerem
vivos num corpo
cheio de caruncho,
feito de traças escondendo
por detrás do materialismo,
o desespero de nada serem!
Cidália Correia, Outubro de 2006
Palavras sem Tempo
Tic-Tac, tic-tac...
Som da balada
da hora de chegada
ao tempo sem tempo.
Esse tempo que procura
fazê-lo parar,
para o comandar.
Mas, o tempo
que foge de si,
fala sorri e diz:
- A mim não me vais agarrar!
Cidália Correia, Novembro de 2007
Som da balada
da hora de chegada
ao tempo sem tempo.
Esse tempo que procura
fazê-lo parar,
para o comandar.
Mas, o tempo
que foge de si,
fala sorri e diz:
- A mim não me vais agarrar!
Cidália Correia, Novembro de 2007
Mulheres sem voz
É fogo de uma chama
que um ventre gerou
nasceu mulher
de sua mãe
filha que ama a mãe
que sempre a a amou
tornou-se um ser
filha de um querer
mãe que aceitou
ao ser mulher
por um amor
que se entregou.
Cidália Correia, Novembro 2008
que um ventre gerou
nasceu mulher
de sua mãe
filha que ama a mãe
que sempre a a amou
tornou-se um ser
filha de um querer
mãe que aceitou
ao ser mulher
por um amor
que se entregou.
Cidália Correia, Novembro 2008
Ecos de Fogo 1 - Pegadas ao Vento
Não te esqueças
que no silêncio
da tua jornada,
caminham,
ao teu lado
seres que estão
tão perdidos como tu.
Cidália Correia, Novembro 2009
que no silêncio
da tua jornada,
caminham,
ao teu lado
seres que estão
tão perdidos como tu.
Cidália Correia, Novembro 2009
Ecos de Fogo 2 - Jardineiro de Afectos
Foste ao encontro
do vazio.
Deixas-te um rasto
de solidão.
Então,
a vida abriu as portas
do jardim dos afectos.
Entra,
e sente o cheiro do amor!
Cidália Correia, Novembro de 2009
do vazio.
Deixas-te um rasto
de solidão.
Então,
a vida abriu as portas
do jardim dos afectos.
Entra,
e sente o cheiro do amor!
Cidália Correia, Novembro de 2009
Ecos de Fogo 3
Lembra-te que não somos nos
que escolhemos quem
amamos.
É o amor que nos escolhe a
nós.
Cidália Corrreia, Novembro de 2009
que escolhemos quem
amamos.
É o amor que nos escolhe a
nós.
Cidália Corrreia, Novembro de 2009
Ecos de Fogo 4 - O Canto dos Anjos
Eu peço
que o canto de um anjo
chegue ao mundo
que me faz chorar
por aqueles
que não são capazes de amar.
Cidália Correia, Novembro de 2009
que o canto de um anjo
chegue ao mundo
que me faz chorar
por aqueles
que não são capazes de amar.
Cidália Correia, Novembro de 2009
Ecos de Fogo 5 - O Caminho de um Pai
Existem pais que adormecem
nos seus braços
filhos, famintos de amor
e cantam ai seu ouvido
baladas de ternura.
Cidália Correia, Novembro de 2009
nos seus braços
filhos, famintos de amor
e cantam ai seu ouvido
baladas de ternura.
Cidália Correia, Novembro de 2009
Ecos de Fogo 6 - Sopro de Anjos
Os anjos lançam-se
no chão do tempo
feito de espaço,
largam as asas
e transformam-se
em imagem de luz,
iluminando o teu caminho
como um farol
no cimo dos teus medos
orientando a tua estrada.
no chão do tempo
feito de espaço,
largam as asas
e transformam-se
em imagem de luz,
iluminando o teu caminho
como um farol
no cimo dos teus medos
orientando a tua estrada.
Cidália Correia, Novembro de 2007
Ecos de Fogo 7 - Mãe, Cálice de Vida
Mãe,
um ano pedi ao pai-natal
muitos chocolates
em forma de coração
para dar aos meninos sem mãe.
Cidália Correia, Novembro de 2009
um ano pedi ao pai-natal
muitos chocolates
em forma de coração
para dar aos meninos sem mãe.
Cidália Correia, Novembro de 2009
O mundo é uma comédia,e eu sou a louca.
(...) Ena, aí vem o dono da nação, o patrono do teatro.
Isto hoje é sério!
Vem falar sobre decisões desta nova encenação.
Vejam só isto, parecem engraxadores
antigamente estavam na rua Augusta e no
antigo Chiado a engraxar
os sapatos aos senhores da cartola,
figuras...realmente.
Já no tempo do "Pessoa" havia oportunistas de terceira categoria alugavam os fatos à sexta para as festas
e entregavam à segunda no alfaiate
ao pé do elevador da Glória.
Tudo é uma grande história
um teatro que continua até hoje...só mudam os figurinos
e os acessórios de moda. (...)
Isto hoje é sério!
Vem falar sobre decisões desta nova encenação.
Vejam só isto, parecem engraxadores
antigamente estavam na rua Augusta e no
antigo Chiado a engraxar
os sapatos aos senhores da cartola,
figuras...realmente.
Já no tempo do "Pessoa" havia oportunistas de terceira categoria alugavam os fatos à sexta para as festas
e entregavam à segunda no alfaiate
ao pé do elevador da Glória.
Tudo é uma grande história
um teatro que continua até hoje...só mudam os figurinos
e os acessórios de moda. (...)
Cidália Correia, Dezembro de 2009